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Para empresários, é a Copa que precisa de SP

Hoje, a situação da capital está indefinida. Desde que o projeto de reforma (imagem) de seu principal estádio, o Morumbi, foi vetado pela Fifa para abrigar jogos da competição — Foto: Paulo Liebert/AE

Outra opção para que a capital paulista recebe jogos da Copa de 2014 seria ampliar a capacidade da Arena Palestra Itália para 65 mil lugares — Foto: Divulgação/S.E.Palmeiras

Não é São Paulo que precisa da Copa do Mundo de 2014 para crescer: é o evento que necessita da infraestrutura da cidade para ser bem-sucedido no Brasil.

Esse é o tom do discurso que donos de bares, restaurantes, hotéis e outros comerciantes paulistanos têm usado para tentar convencer as autoridades a oficializarem a capital paulista como uma das sedes e palco da abertura do Mundial.

Na avaliação dos empresários, a cidade tem tudo o que é necessário para receber o torneio. “Só faltam os estádios”, ironiza Maurício Bernardino, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP). “Temos que pensar que um evento das dimensões de uma Copa do Mundo requer muito mais do que palcos para os jogos. É preciso entreter o turista nos dias em que não há partidas, dar infraestrutura. Que outra cidade brasileira oferece tantas opções?”, questiona.

“Vamos esperar as eleições para pedir que as autoridades se manifestem”, afirma Joaquim Saraiva, presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Mas seria lamentável se tirassem São Paulo da Copa”.

Hoje, a situação da capital está indefinida. Desde que seu principal estádio, o Morumbi, foi vetado pela Fifa para abrigar jogos da competição, a capital paulista se tornou dúvida no mapa do Mundial no Brasil. A construção de uma arena em Pirituba, na zona norte, pode ser o plano B da Prefeitura para tornar viável a cidade como sede. Outra opção seria ampliar a capacidade de locais como a Arena Palestra Itália para 65 mil lugares.

Mas mesmo diante de tantas incertezas, os empresários paulistanos não trabalham com a possibilidade de São Paulo não ser uma das sedes da Copa. Tanta segurança se explica: ela vem dos números que a cidade apresenta quando o assunto é infraestrutura. A única pergunta é se a capital receberá a abertura do evento.

Para começar, aqui o turista tem 45 mil quartos de hotel à disposição, segundo a ABIH-SP. É a maior rede hoteleira da América Latina — e ela ainda deve ganhar mais 3 mil leitos até 2014. E a Fifa exige que as cidades-sede ofereçam pelo menos 19,5 mil.

Quando o assunto é lazer e cultura, São Paulo também sai na frente. Há 62 teatros com peças em cartaz todos os dias, dois parques temáticos e diversos cinemas. O município conta ainda com 96 mil estabelecimentos comerciais e um forte mercado de luxo. Mesmo assim, ainda há a hipótese da maior cidade do País ficar fora da Copa.

Mas mesmo que a capital paulista sedie os jogos, e não seja o palco da abertura do Mundial, já haverá prejuízo. A Secretaria de Turismo (SPTuris) prevê que 500 mil visitantes venham à cidade durante o evento. Além disso, o gasto médio por pessoa seria de R$ 650,15 por dia. Porém, sem a abertura, cerca de 35 mil pessoas deixariam de vir para cá — eles representam os jornalistas que se hospedam na cidade-sede para cobrir o evento.

Mas para os paulistanos o maior prejuízo de todos talvez seja mesmo perder a chance de ver a Seleção Brasileira seu primeiro passo rumo ao sonhado hexa.

Fonte: Jornal da Tarde - SP

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